Nos últimos dias, primeiro Donald Trump focou-se nos "problemas mentais", esquecendo as armas. Depois, face à pressão social, mostrou-se disponível para reforçar a legislação para o controlo de armas. Agora, a solução que apresenta depois do tiroteio na semana passada, na Florida, que vitimou 17 pessoas numa escola secundária, é dar armas aos professores.

É assim que Trump olha para o problema. Perante estudantes, professores e pais, numa reunião na Casa Branca, lhe pediram segurança, defendeu que os docentes e outros profissionais dos estabelecimentos de ensino podem andar armados se tiverem uma formação especial para o efeito. 

Prometeu também que as autoridades vão ser implacáveis com quem tem "antecedentes" criminais muito fortes. Também quer acabar com os tiroteios apostando numa "forte ênfase na saúde mental" e com um controlo "muito rigoroso" da idade de quem compra armas, cita a Reuters. Chegam sinais da Casa Branca de que a idade mínima para aquisição de armamento pode subir para os 21 anos.

Centenas de estudantes exigiram hoje, no Parlamento estadual, leis contra armas. Há várias personalidades que se têm juntado ao movimento sem precedentes "Nunca mais!", por causa deste sério problema nos Estados Unidos. O casal Clooney, Oprah Winfrey e Steven Spielberg são alguns exemplos de celebridades que deverão marcar presença na marcha nacional marcada para 24 de março.

Tirar partido político da tragédia

Vários sobreviventes do massacre na escola de Parkland, na Florida, têm respondido com palavras duras ao presidente dos EUA, que tem aproveitado a tragédia para criticar os democratas e o FBI, através do Twitter. 

Um dos estudantes que sobreviveu ao ataque armado acusou o presidente de estar a dividir os norte-americanos sobre a questão do controlo de venda e posse de armas.

Você é o presidente. A sua função é manter o país unido e não dividir as pessoas”, disse David Hogg, 17 anos, ao programa “Meet the Press”, referindo-se às mensagens difundidas pelo chefe de Estado norte-americano através da rede social Twitter no domingo.

 

No texto da mensagem, o presidente afirmava que os democratas nunca fizeram aprovar qualquer medida sobre o assunto, na altura em que controlavam o Congresso e o Senado.

Trump, que utiliza o Twitter para difundir mensagens sobre assuntos de Estado, referiu-se também ao FBI, acusando as autoridades de terem falhado por não terem considerado as denúncias que indicavam que o atirador era um indivíduo perigoso.

Agora, frente a frente com os sobreviventes do tiroteio, entre alunos, docentes e familiares das vítimas, apresentou a sua solução.