Um submarino militar argentino, com 44 militares a bordo, está desaparecido há dois dias. O ARA San Juan estava na zonal sul do Mar da Argentina, no Golfo de São Jorge, de onde emitiu a última localização, na quarta-feira, informou esta sexta-feira a marinha daquele país.

No momento, ainda não conseguimos ter contacto visual ou por radar com o submarino San Juan“, disse aos jornalistas o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

Citado pela agência Reuters, o porta-voz referiu que está em curso uma operação para tentar localizar o navio, que pode ter sofrido apenas uma falha de comunicação.

Estamos a investigar as razões para a falta de comunicação", declarou Enrique Balbi. "Se houvesse um problema de comunicação, o submarino teria de vir à superfície", garantiu.

Balbi explicou que o submarino tem mantimentos para vários dias e deverá conseguir continuar a viagem apesar dos problemas de comunicação.

A embarcação tinha partido da cidade de Ushaia e estava a caminho de Mar del Plata, ambas na Argentina. De acordo com o jornal argentino Diario Clarín, o submarino realizava exercícios de vigilância em Puerto Madryn.

Sky News noticia que o Reino Unido se ofereceu para ajudar a localizar o submarino. O correspondente de Defesa do canal de televisão, Alistair Bunkall, refere que o Governo britânico tem um A C130 Hercules estacionado nas Ilhas Malvinas pronto a intervir, se necessário.

O ARA San Juan é um submarino TR-1700, de construção alemã, e está ao serviço da armada argentina desde 1985.

De 2008 a 2014, o submarino foi alvo de reparações no estaleiro argentino Tandanor para permanecer em atividade por mais 30 anos. Durante a reparação foram substituídos quatro motores de diesel, motores de propulsão a jato e 960 baterias, válvulas e mecanismos internos.

No início deste mês, o ARA San Juan recebeu autorização, juntamente com outros navios, para participar em exercícios conjuntos e missões de patrulhamento marítimo.