Uma coligação de vários países árabes, liderada pela Arábia Saudita, tem vindo, nos últimos meses, a bombardear posições rebeldes no Iémen, após a fuga do presidente para o exílio.

 

A coligação admite que efetuou vários ataques na noite de quarta-feira, mas, também, afirmou que pediu a todos os países as coordenadas das suas missões diplomáticas e recusou que a sua força aérea tenha atingido a embaixada do Irão.

Uma investigação descobriu que as “acusações são falsas e que não foram realizadas operações na embaixada ou na sua proximidade”, refere, em comunicado, a coligação.

Segundo a Lusa, a coligação acrescentou que "também confirma que o edifício da embaixada está seguro e não foi danificado".

A execução do clérigo xiita, Nimr Baqer al-Nimr, um defensor da minoria xiita da Arábia Saudita, despoletou o corte de relações entre o Irão e o reino saudita.

 

Um corte de relações diplomáticas com consequências económicas. O Irão anunciou, esta quinta-feira, a suspensão das importações de produtos sauditas.

 

A tensão entre os dois países traz outras consequências. As bolsas e o preço do barril de petróleo já se ressentiram desta crise no Médio Oriente, que começou no início do ano.