Confrontos foram registados nomeadamente em Aden, Taëz, Dhaleh e Houta, de acordo com habitantes, informa a agência AFP.

Os rebeldes xiitas hutis tomaram o campo de uma brigada fiel ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi perto de Taez, no sudoeste do Iémen, disse um oficial do exército iemenita.

O campo da brigada blindada, situada à entrada norte da cidade, foi tomado após violentos combates, que fizeram «dezenas de mortos e feridos» dos dois lados, acrescentou o mesmo oficial, que se encontrava no interior da base.

De acordo com o oficial iemenita, armamento pesado e rockets foram usadas nos combates.

Um representante do Crescente Vermelho iemenita indicou que a organização não tinha conseguido enviar equipas de socorro para o campo «devido à intensidade dos combates», como refere a Lusa.

Esta notícia surge depois da coligação internacional liderada pela Arábia Saudita  ter declarado, na terça-feira, o fim da sua campanha militar no Iémen, um mês após o início dos ataques aéreos, e o início de uma «nova fase» da intervenção, segundo a televisão oficial saudita.

Ao justificar a decisão, os responsáveis da coligação asseguraram que foi «eliminada a ameaça» que existia sobre a Arábia Saudita e seus vizinhos, numa referência ao rebeldes xiitas hutis do Iémen, o principal alvo da intervenção militar.

A coligação «terminou a operação Tempestade Decisiva na sequência de um pedido do governo iemenita do Presidente Abd Rabbo Mansur Hadi», segundo referiu em conferência de imprensa na capital saudita o seu porta-voz, general Ahmed al-Assiri.

Para além da guerra física, tem havido uma «guerra de palavras», já que o Irão se opunha à intervenção saudita, apoiada por alguns países árabes e logisticamente pelos Estados Unidos. 

Por isso mesmo, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou o Irão face à sua eventual ajuda aos rebeldes huthis no Iémen e assegurou que Washington vai garantir «a liberdade de navegação» na região do Golfo Pérsico.

Numa entrevista à cadeia televisiva MSNBC, Obama fez referência aos barcos iranianos que atualmente se encontram em águas internacionais e que, segundo algumas informações, poderiam seguir em direção ao Iémen para fornecer armas aos rebeldes.

«Existe uma razão pela qual mantemos alguns dos nossos navios na região do Golfo Pérsico e essa é garantir que mantemos a liberdade de navegação», afirmou o Presidente norte-americano.