Por: Redacção | 1- 8- 2008 0: 31
A polícia religiosa saudita, a «Mutawa», proibiu a venda e compra de cães e gatos em Riade, ao abrigo de uma lei que considera
uma violação do Islão a presença destes animais em espaços públicos como centros comerciais e jardins, noticia a Lusa.
A autoridade começou a enviar cartas com esta determinação aos locais onde se vendem os animais.
O chefe da «Mutawa»
na capital saudita, Ozman al Ozman, explicou que a medida responde a uma ordem do emir de Riade em funções, príncipe Sattam
bin Abdelaziz, que «proíbe a venda e a compra de cães e gatos, assim como a presença destes animais em espaços públicos, na
companhia dos seus donos».
A disposição do príncipe baseia-se num decreto religioso, que, até à data, não tinha
sido posto em prática.
Justificando a sua aplicação agora, o chefe da polícia religiosa, Ozman al Ozman, invocou
o «crescente número de jovens» que «começaram a acompanhar os seus animais para lançar piropos às adolescentes e incomodar
as mulheres em locais públicos, especialmente em centros comerciais».
A «Mutawa», que oficialmente é designada
como Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, está encarregue de vigiar o cumprimento por parte dos habitantes
da Arábia Saudita das normas islâmicas nos espaços públicos, como centros comerciais, cafés e jardins.
No mundo
árabe, em geral, o gato é um animal puro, embora para a maioria dos muçulmanos os cães sejam vistos como animais impuros,
pelo que muitas famílias não permitem a sua entrada em casa.
HB
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