O Presidente francês, François Hollande, considerou que, para a Cimeira do Ambiente ser considerada um êxito, o acordo deve fixar “uma trajetória” que evite um aquecimento global superior a dois graus centígrados até ao final do século.

“Com um aquecimento de dois a três graus, as catástrofes multiplicam-se. Acima dos quatro graus, o planeta vai sufocar”, alertou Hollande, numa entrevista publicada esta segunda-feira pelo jornal “20 Minutes”, coincidindo com o arranque da COP21.

O chefe de Estado sublinhou que os compromissos nacionais sobre a redução de emissões de efeito estufa (até agora 183) levariam ao aquecimento “sensivelmente acima dos dois graus centígrados” e isso “não é aceitável”.

Esta segunda-feira começa em Paris a 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), com os líderes mundiais à procura de fazer história e assinar um novo acordo para combater o aquecimento global. 

São cerca de 200 os países representados pelas mais altas figuras dos Estados e que marcam presença num evento de alto nível e apertada segurança, decorridas pouco mais de duas semanas dos  atentados que mataram 130 pessoas e que lançaram o pânico na capital francesa. 

O primeiro-ministro António Costa chegou ao início da manhã a Paris. Para além de António Costa, Portugal faz-se representar pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes. 

O chefe do Governo não vai discursar na conferência pois, segundo contou o ministro do Ambiente, em declarações à TSF, o anterior governo não se inscreveu dentro da data e o novo executivo tomou posse apenas na semana passada.