As autoridades russas retiraram um monumento dedicado a Steve Jobs da Universidade de São Petersburgo, esta segunda-feia, na sequência das revelações de Tim Cook sobre a sua sexualidade.

O presidente da Apple admitiu, na quinta-feira, «ter orgulho em ser gay», e as autoridades decidiram retirar a estátua do «iPhone» que estava em frente a um dos edifícios da Universidade, seguindo «à risca» a nova lei contra a homossexualidade.

Desde 2013, na Rússia é proibido falar da homossexualidade e ou adotar comportamentos que mostrem ou «incentivem» práticas homossexuais em público, ou perto de menores de idade.



 

Segundo o El País, que cita fonte da empresa ZEFS, responsável por instalar a estátua, o monumento foi retirado justamente por estar num local frequentado maioritariamente por jovens.

«A propaganda gay e outras perversões sexuais entre menores estão proibidas por lei»,  afirma a empresa em comunicado. «[A estátua estava situada numa] zona de acesso direto de estudantes jovens e académicos. [A sua remoção serve para que não recebam informações contrárias] «aos valores familiares tradicionais».

A revelação pessoal de Cook pode vir a custar-lhe, até, a sua possibilidade de entrar na Rússia, até porque o deputado Vitali Milonov, defensor da lei, já pediu um «veto» sobre o executivo norte-americano. No entanto, a ZEFS não fez qualquer pedido de sanções pessoais.

Tim Cook admitiu pela primeira vez a sua orientação sexual numa entrevista à revista «Bussinessweek», na semana passada, afirmando que ser gay é uma das maiores «dádivas que Deus» lhe «deu».

O presidente da Apple justificou a decisão de assumir a sua homossexualidade por ter chegado a hora de fazer «uma coisa mais importante».

«Se ouvir que o CEO da Apple é gay pode ajudar alguém que esteja em luta e chegar a acordo sobre quem ele ou ela é, ou trazer conforto a alguém que se sinta só, ou inspirar pessoas para que insistam na sua igualdade, então vale a pena fazer a troca com a minha própria privacidade».