Alguns observadores de Portugal ao XII congresso ordinário da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) não conseguiram ainda visto para entrar no país, disse hoje à Lusa o porta-voz do conclave.

O congresso do maior partido da oposição, que vai eleger o presidente, arrancou hoje em Viana, arredores de Luanda, mas de acordo com Anastácio Rúben Sicato sem a presença de alguns observadores de partidos políticos e outros convidados portugueses.

"Até este momento não tenho informações concretas se vão conseguir obter o visto, se não vão conseguir. Nós temos o pedido efetuado e continuamos a aguardar. Lamentamos imenso o que está a acontecer", disse ainda o porta-voz do congresso da UNITA, citado pela Lusa.

De acordo com Anastácio Rúben Sicato, o atraso na emissão de vistos para observadores estrangeiros afeta essencialmente os oriundos de Portugal.

"Não temos nenhuma explicação para isto, a nossa esperança é que até lá [fim do congresso] consigamos ter a resolução do problema", disse ainda o dirigente da UNITA.

O Serviço de Migração e Fronteiras (SME) angolano admitiu esta semana que uma falha técnica estava a impedir, desde quinta-feira passada, a emissão de vistos em passaporte em vários consulados, nomeadamente em Portugal, garantindo a resolução do problema nas próximas horas.

A sessão de abertura do congresso da UNITA decorre hoje de manhã, e a eleição do presidente, à qual concorrem os deputados Paulo Lukamba 'Gato', Abílio Kamalata Numa e Isaías N'gola Samakuva - este candidato à reeleição -, terá lugar durante todo o dia de sábado.

Está a prevista a presença de 1.150 delegados ao congresso, que vão votar para a escolha do líder do partido, que segundo informação da UNITA obriga a recolher 50 por cento dos votos mais um.

Caso contrário será necessária uma segunda volta entre os candidatos mais votados, a realizar ainda no sábado.

Além da eleição do presidente do partido - que será candidato do partido nas eleições gerais (legislativas e presidenciais) de agosto de 2017 - e dos restantes órgãos dirigentes, este congresso vai ainda discutir o relatório da comissão política do período 2011-2015.

Os delegados vão ainda fazer a reavaliação da linha político-ideológica do partido, rever os estatutos e aprovar um programa para o período 2015-2019.