A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou que a imigração é um desafio decisivo para a Alemanha e para a Europa que exige soluções acordadas entre os países envolvidos.

“O modo como gerirmos a crise migratória é decisivo para a sobrevivência da Europa”, disse Merkel numa intervenção no Bundestag (câmara baixa do parlamento).

A chanceler insistiu que “a imigração não é apenas um problema europeu, é um problema global e exige respostas globais”, adiantando que “não deve ser enfrentado com medidas nacionais, mas através de acordos com outros países, dentro e fora da Europa”.

O debate parlamentar esteve hoje marcado pelo tema das migrações e pelas divergências em relação ao assunto entre os partidos do Governo, sobretudo entre a União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel e a União Social-Cristão (CSU) bávara do ministro do Interior, Horst Seehofer.

As divergências que levaram Seehofer a ameaçar com a demissão foram parcialmente superadas, mas o terceiro parceiro da coligação governamental, o Partido Social-Democrata (SPD), recusou hoje uma parte do acordo conseguido entre CDU e CSU.

“Rejeitamos a criação de centros fechados para refugiados”, disse no parlamento a presidente do SPD, Andrea Nahles.

A criação de instalações perto da fronteira com a Áustria, onde se determinaria quem pode tratar dos pedidos de asilo na Alemanha, é um dos pontos-chave do compromisso entre CDU e CSU.

“O nosso guia para o Governo é o acordo de coligação e aqueles que têm propostas que vão além disso devem discuti-los com os outros parceiros para se encontrar um consenso”, declarou Nahles.