Cinquenta anos depois da sua primeira visita, Isabel II volta a solo alemão. Esta é a sua quinta viagem ao país.

A monarca britânica chegou na terça-feira a Berlim, onde passou a noite. Na manhã desta quarta-feira, foi recebida pelo presidente da Alemanha, Joachim Gauck, não sem antes ouvir os aplausos de muitas pessoas que aguardaram a sua saída do famoso hotel Adlon, junto às Portas de Brandenburgo.

Após esse encontro, Isabel deu um passeio de barco no rio Spree juntamente com o chefe do estado alemão. Seguiu-se uma reunião com a chanceler Angela Merkel no gabinete desta.

À noite, decorrerá um jantar de Estado onde, muito provavelmente, serão discutidos informalmente os planos do governo de Londres para realizar um referendo sobre a permanência da Grâ-Bretanha na União Europeia. A chanceler Merkel já deixou bem claro que fará tudo o que é possível para que os britânicos não saiam.

Isabel II também visitará o campo de concentração de Bergen-Belsen, que foi libertado por tropas do Reino Unido em 1945. Aí, encontrar-se-á com sobreviventes do Holocausto.

Esta não é a única ressonância histórica da viagem. A Alemanha é a segunda pátria ancestral da família da rainha, que, até 1917, tinha um nome bem germânico: Saxe-Coburgo-Gotha. Esse era o apelido do princípe Alberto, alemão de nascimento, marido da rainha Vitória e trisavô da atual monarca.

Só nesse ano, em plena Grande Guerra, é que o avô de Isabel, o rei Jorge V, decidiu mudar o nome da família para Windsor, dado o sentimento anti-alemão que grassava na Grâ-Bretanha e no seu império.