Muitos dirigentes políticos condenaram o pior massacre da história dos Estados Unidos, que fez 50 mortos num clube noturno gay em Orlando, Florida, e foi perpetrado por “um combatente do [grupo extremista] Estado Islâmico”.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou esta segunda-feira, em Pequim, as suas condolências pelo massacre em Orlando, nos Estados Unidos, em que pelo menos 50 pessoas morreram e 53 ficaram feridas.

A líder alemã mostrou-se “consternada” pelo ataque e enviou uma mensagem de solidariedade às vítimas e às suas famílias, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

O primeiro-ministro chinês uniu-se às condolências, sublinhando que a China “opõe-se a qualquer forma de ação terrorista” e expressou o desejo de pronta recuperação dos feridos.

Em comunicado, o Presidente francês, François Hollande, condenou “com horror o massacre (…) e manifestou total apoio da França e dos franceses às autoridades e ao povo norte-americanos nesta provação”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou como “um horrível ataque” o massacre desta madrugada, num comunicado de um parágrafo divulgado pelo seu gabinete de imprensa, em que transmite os “mais profundos pêsames” aos familiares das vítimas e expressa solidariedade com o Governo e o povo norte-americanos por esta tragédia.

Também o alto comissário da Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, condenou com “a maior força possível” o ataque.

Condeno com a maior força possível os ataques atrozes de extremistas violentos contra pessoas inocentes, escolhidas ao acaso ou por causa de supostas crenças, opiniões ou, como vimos ontem, pela sua orientação sexual", afirmou Zeid Ra'ad Al Hussein no Conselho direitos Humanos da ONU.

Parafraseando o pastor protestante e ativista político norte-americano Martin Luther King, o alto comissário afirmou que “a vergonha é reservada para aqueles que possuem poder sem compaixão, poder sem moralidade e força sem visão".

Os presidentes da China e de Israel e o primeiro-ministro do Japão também condenaram o massacre de domingo e enviaram condolências ao chefe de Estado norte-americano, Barack Obama.

O Presidente chinês, Xi Jinping, enviou as suas condolências ao povo norte-americano, numa mensagem dirigida a Obama, informou esta segunda-feira o Diário do Povo, órgão central do Partido Comunista da China.

As autoridades chinesas permanecem em estreito contacto com as congéneres norte-americanas, à espera de confirmar a identidade de todas as vítimas, clientes de uma discoteca 'gay', destacou a imprensa oficial.

Também o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, transmitiu esta segunda-feira a Barack Obama a sua solidariedade, assim como dos portugueses, perante o tiroteio, que causou a morte a 50 pessoas.