O copiloto do Airbus A320 que teve intenção de destruir o avião, Andreas Lubitz, estava a receber tratamento psiquiátrico. A revelação está a ser divulgada esta manhã pelos jornais alemães, nomeadamente pelo diário «Bild» que teve acesso a um documento com os dados médicos do copiloto. Um informação confirmada por um dos primos, que terá afirmado que o alemão sofria de «uma depressão profunda». 

Mais, o mesmo jornal afirma que a relação amorosa de Lubitz enfrentava uma crise, muito próxima da rutura. O copiloto e a namorada, juntos há sete anos, estavam noivos, com casamento marcado para o próximo ano.

Estas informações surgem horas depois de ter sido noticiado que o copiloto terá sofrido de depressão e que um esgotamento nervoso, em 2009, terá estado na origem da interrupção da formação na escola da Lufhtansa. A interrupção foi confirmada pelo diretor da companhia aérea, mas este não justificou o motivo para a pausa. 

Agora, o estado psicológico de Lubitz é desvendado com mais pormenor pela imprensa alemã e aponta para um cenário de várias perturbações que já tinham sido identificadas e que justificaram tratamento psiquiátrico durante um ano e meio.



O departamento médico da Lufhtansa confirmou ao diário alemão que o copiloto sofreu, em 2009, ataques de pânico que levaram ao hiatos na sua formação, e que as autoridades federais de transporte aéreo terão sido avisadas disso mesmo.

Além disso, durante um estágio em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona, que é passagem obrigatória para todos os aspirantes a pilotos da Lufthansa, terá sido avaliado pelos norte-americanos como inapto para o voo. Na sua ficha de avaliação constará a indicação SIC, sigla que significa «Assistência Médica Regular Especial».

Lubitz era um entusiasta da aviação. Um amigo afirmou que o copiloto era obsessivo e teria morrido se não tivesse conseguido o sue objetivo. 

«Sempre foi muito obsessivo, queria ser piloto acima de tudo, mas agora tinha conseguido o que sonhava. Que razão terá para fazer isto?»

A casa dos pais do copiloto, em Mantabur, confirmou isto mesmo: estava forrada com fotografias de aviões e emblemas da Lufthansa. 

Quer a moradia dos progenitores, quer a habitação de Lubitz em Dusseldorf, foram alvo de buscas durante esta quinta-feira. Os agentes foram vistos a sair com vários materiais em sacos e caixas, incluindo um computador e vários documentos. 
 


O ministro alemão do Interior afirmou que «as provas recolhidas descartam completamente qualquer atentado terrorista», deixando apenas a hipótese de suicídio.

Mas mais do que isso, as autoridades encontraram «algo» que será analisado com cuidado, uma vez que poderá ser uma «pista» importante para explicar o que aconteceu, como explicou o porta-voz da polícia de Dusseldorf, em declarações ao «Daily Mail».

«Encontrámos algo que será levado para testes. Neste momento não podemos dizer o que é mas pode ser uma pista muito importante para explicar o que aconteceu», afirmou Markus Niesczery.


A polícia recusou, no entanto, revelar a natureza da prova, não confirmando que se trata de uma nota de suicídio.

«Esperamos que traga algumas explicações.»