A Amnistia Internacional (AI) acusou os militares da Nigéria de terem baleado mortalmente civis desarmados antes e durante uma marcha para assinalar o aniversário do início da guerra civil do Biafra, em 1967.

Segundo a polícia, dez pessoas foram mortas – cinco na cidade de Onitsha, no estado de Anambra e cinco em Asaba, no estado vizinho de Delta, no sudeste da Nigéria – durante atos violentos ligados às comemorações do final do mês passado.

O movimento Povo Indígena do Biafra (IPOB), um grupo independentista na origem dessas comemorações, sustenta, por seu lado, que pelo menos 35 dos seus membros foram mortos em Onitsha.

Durante visitas a hospitais e morgues, a Amnistia chegou a um balanço de 17 mortos e quase 50 feridos em Onitsha.

"O número real é provavelmente mais elevado", advertiu a organização de defesa dos direitos humanos em comunicado, sublinhando que alguns dos mortos e feridos vistos pelo seu pessoal foram baleados nas costas, o que indica que estariam a fugir quando foram atingidos.