Um estudo, realizado nos Estados Unidos, concluiu que restringir a alimentação, num determinado espaço temporal, impede que as pessoas ganhem peso. Os investigadores, do The Salk Institute, chegaram à conclusão de que limitar as refeições num espaço de 12 horas, por exemplo das 8:00 às 20:00, e não comer nada durante o resto do dia, faz diferença no destino da gordura: que será armazenada ou queimada.
 

«Muitas pessoas não têm acesso a uma alimentação saudável. Portanto a questão é, sem acesso a uma dieta saudável, as pessoas ainda podem fazer uma alimentação com restrição temporal e obter benefícios?», comentou o professor Satchidananda Panda com o jornal The Telegraph. Ao que parece a resposta é afirmativa.

 
Os investigadores disseram que esta pesquisa, publicada na revista Cell Metabolism, era mais uma prova para reunir aos estudos que mostram que comer à noite faz com que as pessoas ganhem peso e afirmaram que a restrição de horas para comer ajuda a combater o colesterol, os diabetes e a obesidade.
 
Os investigadores estudaram 400 ratos, que foram colocados a fazer vários tipos de dietas e diferentes restrições de tempo. Os resultados mostraram que os ratos que foram alimentados com uma dieta rica em gordura, mas que tinham acesso aos alimentos apenas 12 horas por dia, eram mais saudáveis e mais magros do que os ratos que tinham acesso à mesma comida durante todo o dia.
 
Os resultados foram os mesmos quando as dietas continham elevados teores de gordura e açúcar.
 
O estudo também sugere que se se quebrar a regra temporal uma única vez é pouco provável que faça diferença, mas os investigadores salientam que comer regularmente à noite teria um grande impacto.
 
Ratos que se estavam obesos por comerem tudo o que queriam durante o dia, conseguiram perder cinco por cento do peso quando colocados sobre restrição temporal durante alguns dias. No final de 38 semanas de estudo, 25% dos ratos estavam mais magros do que o grupo que continuou a comer livremente.
 
«O facto de este sistema funcionar independentemente do tipo de dieta, quer durante a semana, quer ao fim-de-semana, foi uma boa surpresa», afirmou Amandine Chaix, o principal autor do estudo, investigador no laboratório do professor Panda.
 
«É uma observação interessante que, embora os ratos com uma dieta normal não tenham perdido peso, mudaram a composição corporal», constatou o professor Panda, explicando que por outro lado os ratos que levaram uma dieta saudável também não perderam peso,  mas ganharam massa muscular.
 
Dieta mediterrânea protege do envelhecimento

Um segundo estudo, publicado no British Medical Journal, descobriu que a dieta mediterrânea pode proteger o ADN do envelhecimento.
 
Investigadores do Hospital Brigham and Women (BWH), nos EUA, descobriram que uma dieta rica em azeite, frutas frescas, legumes e nozes, foi associada a telómeros mais longos. Os telómeros são uma espécie de capas protetoras dos cromossomas e têm a função de prevenir danos ao ADN. Estudos anteriores demonstraram que os telómeros curtos estão associados a doenças e ao envelhecimento avançado.
 
«Este é o maior estudo, abordando especificamente a associação entre a adesão à dieta mediterrânea e comprimento dos telómeros. Os resultados apoiam ainda mais os benefícios da adesão a esta dieta para promover a saúde e a longevidade», explicou o professor Immaculata De Vivo, da Harvard School of Public Health, autor sénior do estudo.