A Coreia do Norte “não tem ideias” de retomar as conversações a seis sobre o seu programa nuclear, afirmou esta quinta-feira uma dirigente de Pyongyang, em Pequim, apesar dos repetidos apelos da China, o seu mais próximo aliado.

País liderado por Kim Jong-un deixou as negociações, que tinham o objetivo de suspender o seu programa de armas nucleares, em 2009 e, pouco depois, realizou o seu segundo ensaio atómico.

As conversações, organizadas pela China, incluem a Coreia do Sul, Estados Unidos, Rússia e Japão.

Esta quarta-feira, a Coreia do Norte realizou dois testes com mísseis de médio alcance, ensaio que recebeu condenação internacional.

Estes testes já levaram o ministro da Defesa da Coreia do Sul a avisar as Forças Armadas para que aumentem a sua preparação para o combate.

Han Min-koo instou o exército a preparar-se para “responder com firmeza a qualquer provocação da Coreia do Norte”, no início de uma reunião con 150 altos cargos de Defesa de Seul, convocada, justamente, devido aos testes de mísseis.

Por sua vez, o presidente substituto do Conselho de Segurança da ONU, Alexis Lamek, já afirmou que os membros do organismo estão unidos na “forte preocupação e oposição” ao lançamento, na quarta-feira, de um míssil de médio alcance pela Coreia do Norte.

Nestas discussões verifico uma grande convergência de opiniões no Conselho de Segurança”, disse Lamek, após uma reunião de emergência com os 15 membros do conselho.

Lamek substituiu Francois Delattre na presidência do conselho, já que este se encontra a caminho de Cuba para assistir à assinatura do acordo de paz na Colômbia.