O forte sismo registado na noite de quarta-feira no Chile provocou pelo menos cinco mortos, dez feridos, e a retirada de um milhão de pessoas, mantendo-se o alerta de tsunami no país, informou esta quinta-feira um responsável do Ministério do Interior.

“Lamentamos a morte de cinco cidadãos chilenos, apresentamos as condolências do governo a todas as respetivas famílias (…) Estimamos o número de retirados em um milhão de pessoas”, informou o subsecretário do Ministério do Interior, Mahmoud Aleuy.

As autoridades chilenas emitiram o alerta de tsunami em toda a costa do país depois de um sismo de magnitude 8,3 na escala de Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), registado às 19:54 de quarta-feira (23:54 em Lisboa), ter abalado o norte, centro e sul do território.

O epicentro do sismo aconteceu no mar perto da costa chilena, a 232 quilómetros a nordeste de Santiago, a uma profundidade de 33 quilómetros. O abalo foi sentido por vários minutos na capital - onde residem cinco milhões de habitantes - e seguido de réplicas de 6.4 e 6.2. 
A intensidade do abalo levou a que fosse sentido a pelo menos 1.400 quilómetros de distância, em Buenos Aires.

Milhares de chilenos passaram a noite em zonas elevadas nas suas localidades costeiras à espera que as autoridades cancelem o alerta de tsunami.

Na maioria das localidades costeiras a população deslocou-se para zonas seguras, situadas a mais de 30 metros acima do nível do mar, escreve a agência Efe.