Sem rival e sem surpresas, a chanceler alemã, Angela Merkel, foi esta terça-feira reeleita presidente do partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), pela oitava vez consecutiva, com 96,72% dos votos. Em 2012, Angela Merkel, de 60 anos, obteve 97,94% dos votos, o melhor resultado. Merkel era a única candidata a esta votação, que decorreu durante o congresso federal da CDU em Colónia, na Alemanha.

Chanceler da Alemanha há nove anos, Angela Merkel preside à CDU há 14 anos, quando sucedeu a Helmut Kohl. Em 2000, tornou-se a primeira mulher a comandar um grande partido político na Alemanha. 

Os delegados da CDU, reunidos no congresso em Colónia, ovacionaram longamente Angela Merkel depois de um discurso de uma hora, em que se apresentou como a garantia da estabilidade da Europa. Nenhum correligionário lhe faz sombra. Além de líder incontestada no partido conservador alemão – predominantemente masculino e católico, sendo ela protestante - é considerada a segunda figura com mais poder no mundo, de acordo com a revista «Forbes».
 
Ao partido, Angela Merkel sublinhou a necessidade de a Europa respeitar as regras de disciplina orçamental fixadas para sair da crise.

«Se nós não respeitarmos aquilo que decidimos durante a crise, iremos semear a dúvida, e isso será mau para a Europa. É por isso que nós, alemães, zelamos pelo respeito das regras», disse a chanceler, citada pelo jornal francês «Le Point».

«Estou profundamente convencida de que a Europa tem todas as hipóteses» de voltar a ser um continente dinâmico, mas, para que isso aconteça, «é preciso que nós inspiremos confiança e isso significa que devemos respeitar as regras que estabelecemos para nós próprios», continuou, num recado aos governos de Paris e de Roma, criticados por Merkel por não estarem a fazer reformas suficientes.

«O facto de falarmos constantemente do Pacto de Estabilidade e Crescimento, e de martelarmos que este precisa de ser respeitado, não se trata de um rigorismo alemão, mas sim de uma questão de confiança», continuou Merkel.


E, para crescer, a Europa precisa de restabelecer os níveis de confiança essenciais para ultrapassar a longo prazo a crise da dívida europeia, rematou Angela Merkel.