França e Alemanha avisam, a uma só voz, para as graves consequências que terão as regiões que pretendem separar-se da Ucrânia nos referendos de amanhã.

François Hollande e Angela Merkel também alertam as autoridades de Kiev para não defraudarem a europa caso decidam cancelar as eleições presidenciais ucranianas de 25 de maio.

A velha amizade entre líderes do eixo Paris-Berlim raramente viu imagens como esta, François e Angela, «unha com carne». O Presidente francês, Hollande, está de visita à Alemanha onde a chanceler Merkel o convidou para dar um passeio de barco no mar Báltico. Uma honra rara a que nem sequer teve direito Nicolas Sarkozy, o Presidente francês de estimação de Merkel. Foi um momento tão íntimo que deliciou repórteres dos dois países.

Turismo à parte, Hollande e Merkel, enviaram um recado aos separatistas de várias regiões da Ucrânia.

«Consideramos que os referendos agendados para amanhã são ilegítimos e centramos todas as atenções na eleição de 25 de maio para um presidente de toda a ucrânia», disse a chanceler.

François Hollande parece procurar em solo alemão a popularidade perdida em França. Nunca um chefe de estado gaulês foi tão mal amado pelo seu povo, desde o final da segunda guerra mundial.