Uma britânica viciada em álcool e mãe de uma criança com problemas de saúde permanentes é declarada inocente em relação aos problemas de saúde da filha de correntes do álcool. O tribunal considera que não houve qualquer crime.

A unânime decisão do tribunal deixou claros os limites entre os direitos legais de uma criança durante o período de gestação e dissipa eventuais receios que as mulheres possam ter de puderem ser responsabilizadas pelos seus atos durante a gravidez.

Os três juízes afirmaram que um feto ou criança em fase de gestação deve ser considerada como «um organismo único» em relação à progenitora mas não como uma pessoa ou ser autónomo.

De acordo com o jornal «The Guardian», a queixa chegou ao tribunal a partir das autoridades de uma localidade no noroeste do Reino Unido, onde reside a criança de sete anos que sofre de transtorno do espetro do álcool fetal. A identidade da criança ou da progenitora não foram reveladas.

Para a criança, identificada pelo jornal britânico como «CP», foi pedida uma indemnização por lesões. Mas o tribunal declinou a proposta por considerar que não houve crime ou violência sobre a menor.