O ministro da Defesa revelou à Lusa que Portugal vai participar na nova força de reação rápida operacional anunciada pela NATO e que esse trabalho de avaliação e preparação deve ser concluído em fevereiro de 2015.

À margem de uma visita às tropas destacadas em Pristina, capital do Kosovo, José Pedro Aguiar-Branco referiu que a proposta portuguesa «está a ser trabalhada a nível operacional» e «tem implicações várias, quer em termos estruturais, quer em termos financeiros».

«Neste momento, aliás, como na própria NATO, está em curso essa avaliação», afirmou o governante, que apontou o mês de fevereiro do próximo ano como prazo para terminar o «trabalho de avaliação e preparação».

A este propósito, o ministro da Defesa adiantou ainda que em 2015 Portugal irá ser «nação hospedeira» de «um exercício militar de grande visibilidade», o «Trident Juncture», organizado em conjunto com Espanha e Itália.

Nesse exercício irão ser testados «níveis de prontidão mais acelerados e Portugal está no âmbito da preparação e da reestruturação que está a acontecer a ver de que forma pode participar nesse esforço», afirmou Aguiar-Branco.

Também o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, disse à Lusa que as Forças Armadas portuguesas «participam ativamente nesta nova dimensão de prontidão da Aliança», e que atualmente existe uma unidade de artilharia (a NRF15) «em condições de ter em território nacional uma prontidão de cinco dias».

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO anunciaram na terça-feira à noite a criação de uma força de reação rápida operacional em 01 de janeiro de 2015, perante o aumento da atividade militar russa a leste e o avanço ‘jihadista' a sul, com contributos iniciais da Alemanha, Holanda e Noruega.

«Este é o maior aumento da nossa defesa coletiva desde o fim da Guerra Fria», indicou em conferência de imprensa o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a propósito do plano de ação para contempla a evolução em 2016 para uma força conjunta «de muito alta disponibilidade», que possa projetar uma brigada, que tem entre quatro mil e cinco mil efetivos, «em dias, em vez de semanas».