Dois atentados suicidas causaram a morte a 25 pessoas, esta segunda-feira, em Cabul, capital do Afeganistão. Entre as vítimas mortais encontram-se pelo menos oito jornalistas, que se deslocavam ao local para a cobertura do primeiro atentado, segundo o Comité afegão para a Segurança dos Jornalistas (AFJSC), citadp pela agência Reuters.

Entre os jornalistas mortos encontra-se o chefe de fotografia da Agência France Presss, o repórter de imagem Shah Marai, lembrado pela agência pela sua coragem e pai de seis filhos. O fotógrafo da agência Reuters ficou com ferimentos ligeiros.

Segundo confirmou a AFP, entre as vítimas mortais encontram-se também dois jornalistas da 1TV, um da Tolo News e um da Jahan TV. 

De acordo com o porta-voz da polícia Hashmat Stanikzai, citado pela AFP, a segunda explosão aconteceu minutos após a primeira e teve como objetivo atingir os repórteres que se encontravam no local.  "O bombista suicida disfarçou-se de jornalista e detonou a bomba que trazia no meio da multidão", explicou Stanikzai.

O atentado, que causou ferimentos graves em 49 pessoas, foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Entre os feridos existem também pelo menos seis jornalistas, segundo informação do porta-voz do Ministério da Saúde, Wahidullah Majroh.

A primeira bomba explodiu na zona de Shashdarak, onde se encontram os serviços secretos afegãos, a segunda foi registada à entrada de um ministério numa altura em que vários jornalistas aí se encontravam.

Na semana passada, os talibãs, que lutam pelo regresso da lei islâmica ao país, anunciaram o princípio da já habitual ofensiva de primavera, com um intensificar de ataques pelo país. Desde o princípio do ano, centenas de pessoas morreram em atentados suicidas, cerca de 60 apenas na semana passada.