O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, minimizou este sábado a ligação de cidadãos portugueses à Al-Qaeda, considerando que esse risco é comum a vários países e «não é caso para alarmismo».

Segundo o semanário Expresso, os Serviços de Informações de Segurança (SIS) e Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) estão a monitorizar uma dezena de cidadãos portugueses ligados à Al-Qaeda e a movimentos islamitas na Síria.

«Não é tema de que eu possa falar publicamente, mas não vale a pena ver aqui sinais de alarmismo», declarou Miguel Macedo à margem de um simulacro de incêndio em Oliveira de Azeméis.

O governante realça, aliás, que os responsáveis pela segurança interna das diferentes nações europeias têm apontado a problemática envolvendo essa organização fundamentalista islâmica como «uma realidade que se tem que seguir com atenção, para tomar as medidas preventivas necessárias».

Em resposta ao jornal, o gabinete do Sistema de Informação da República Portuguesa (SIRP) confirmou que alguns desses elementos têm cidadania portuguesa por casamento e outros «detinham um estatuto de residência temporária em outros países europeus, embora apresentem conexões sociais e familiares ao território nacional».

Confrontado hoje pelos jornalistas, Miguel Macedo não quis esclarecer quais são os mecanismos de vigilância em curso: «Se eu revelasse essas medidas, elas deixavam de ser preventivas».

Para Miguel Macedo, «uma coisa é identificar um possível problema», mas «outra é contribuir para um alarmismo que é injustificado».