Três dos cinco incidentes relacionados com a proximidade entre aviões no aeroporto internacional de São Francisco, nos Estados Unidos, desde o início de 2017 deveram-se a erros dos pilotos, segundo as autoridades federais norte-americanas.

Na maioria dos incidentes, os aviões alinharam-se para aterrar na pista errada ou na pista de circulação.

Segundo o relatório da Administração Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla em inglês) um dos casos, relacionado com um voo da Air Canada, a equipa "não aceitou nenhuma das instruções" da torre de controlo.

Num outro caso, um piloto da SkyWest recebeu instruções de circulação - e leu-as de forma correcta - mas dirigiu-se para a pista de circulação errada.

O caso mais recente de quase colisão ocorreu a 09 de janeiro quando foi ordenado a um jato da Aeromexico que abortasse a aterragem, já que se dirigia para uma pista que estava ocupada por outro avião comercial. A FAA determinou que o incidente foi causado por erro do piloto.

Os outros dois casos estão relacionados com erros das torres de controlo.

Desde então, o aeroporto internacional de São Francisco reforçou o seu sistema de radar, acrescentou mais luzes nas pistas e encerrou uma pista de circulação que era considerada confusa, disse a FAA.

A autoridade voltou a certificar o aeroporto na semana passada, depois de uma análise aprofundada da sua operação.

O Conselho de Segurança Nacional de Transportes ainda está a investigar um incidente de julho de 2017, quando um avião da Air Canada quase aterrou numa pista de circulação ocupada por outros quatro aviões.