Até agora, Bill Cosby sempre tinha negado as muitas alegações de que drogava mulheres, sem que elas dessem conta disso, para a seguir abusar sexualmente delas. No último ano, mais de vinte alegadas vítimas vieram a público com as suas histórias, o que tornou cada vez menos credíveis os desmentidos do ator, mas faltava uma prova concludente, que parece ter surgido agora.

A agência de notícias Associated Press conseguiu que a justiça norte-americana permitisse a consulta de documentos judiciais que estavam selados há quase 10 anos, relativos a um processo civil instaurado por Andrea Constand, uma antiga funcionária da Universidade de Temple, uma instituição onde Cosby teve um cargo importante até há pouco tempo.

Constand acusou o comediante de a ter violado depois lhe ter dado um sedativo sem o seu conhecimento. Durante um depoimento de Cosby, este admitiu que tinha obtido Quaaludes, um tranquilizante muito popular nos anos 60 e 70 e mais tarde proibido, com o objetivo de o administrar a mulheres com quem queria ter sexo. Admitiu também ter dado Benadryl, um anti-histamínico que pode causar sonolência, a Andrea Constand.

Os advogados do ator mantiveram até ao fim que as drogas eram administradas com o consentimento das mulheres, mas a verdade é que o processo acabou por ser resolvido através de um acordo entre as partes, tendo a queixosa recebido de Cosby uma quantia não divulgada.

Bill Cosby, que tem agora 77 anos, foi uma das principais estrelas da televisão dos Estados Unidos nos anos 80 e 90 graças à sua sitcom, "The Cosby Show", que também foi exibida na televisão portuguesa.