Pelo menos 25 pessoas morreram hoje no Afeganistão quando um bombista suicida se fez explodir no meio de uma multidão que celebrava um cessar-fogo sem precedentes entre os talibãs e as forças de segurança.

O ataque deixou ainda 54 pessoas feridas, segundo o porta-voz do governador da província de Nangarhar, a leste de Cabul, e já foi reivindicado pelo Estado Islâmico, que anunciou que "uma operação de martírio golpeou um agrupamento dos membros das forças de segurança afegãs e do movimento talibã em Jalalabad".

O ataque acontece no mesmo dia em que o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, anunciou um prolongamento por oito dias do cessar-fogo acordado na semana passada, encorajando os talibãs a prorrogarem também as suas tréguas, as primeiras desde 2011.

"Estou a anunciar uma extensão do cessar-fogo", proclamou o chefe de Estado num discurso transmitido pela televisão estatal, no qual pediu também aos talibãs para estenderem as suas tréguas.

Ghani, cujas ofertas de paz tinham até agora ficado sempre sem resposta, anunciou na semana passada um cessar-fogo unilateral de oito dias, que iria durar até ao fim do Ramadão.

Os talibãs responderam decretando uma pausa nos combates por três dias, sendo a primeira vez que uma trégua é aceite pelo grupo desde que uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos os expulsou do poder, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Uma hora após a publicação da decisão, na semana passada, ao vivo na televisão, um homem-bomba que alegou ser do grupo Estado Islâmico fez-se explodir na entrada da tenda onde a assembleia foi realizada, matando sete pessoas.