A investigação aos e-mails de Hillary Clinton foi formalmente encerrada sem acusações criminais. A decisão já era esperada, visto que o diretor do FBI, James Comey, tinha recomendado um dia antes que não fosse apresentada nenhuma acusação contra a antiga secretária de estado norte-americana.

Antes disso, a ministra da Justiça dos EUA já tinha dito que pretendia aceitar as recomendações do FBI para encerrar o caso sem deduzir queixas contra ninguém envolvido na investigação.

Recebi e aceitei a recomendação unânime de que a investigação, que durou um ano, deve ser encerrada e que nenhuma acusação deve ser feita contra qualquer pessoa no âmbito daquela investigação”, referiu, em comunicado, Loretta Lynch.

Caso contrário, Hillary Clinton podia ser acusada criminalmente pela utilização indevida de um servidor privado de troca de e-mails durante os anos em que foi secretária de Estado, entre 2009 e 2013, e o processo poderia colocar em causa a corrida à presidência.

A decisão encerra por isso, de forma oficial, uma investigação que tem sido uma preocupação durante a campanha presidencial.

A polémica em torno dos e-mails começou no início de 2015, quando a imprensa noticiou que a antiga secretária de Estado utilizou, durante os seus quatro anos no Departamento de Estado, uma conta de correio eletrónico pessoal para comunicar.

Hillary Clinton reconheceu que poderia ter sido “mais inteligente” utilizar uma conta oficial e entregou em outubro passado 55.000 páginas de correios eletrónicos, durante o período em que esteve no Departamento de Estado, que foram publicados mensalmente até 29 de fevereiro.

Hillary Clinton deverá ser confirmada ainda este mês como candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, previstas para novembro.