A eficácia dos serviços secretos britânicos foi posta em causa após ter sido tornado público que o dirigente do Estado Islâmico, Mohammed Emwazi, foi referenciado e identificado há seis anos pelo MI6.

Mohammed Emwazi, licenciado em informática no Reino Unido, foi identificado na quinta-feira como o «jihadista John» um dos mais referenciados assassinos do Estado Islâmico e que aparece em vários vídeos de decapitações de reféns ocidentais, na Síria e no Iraque.

A identidade do extremista islâmico foi noticiada pela BBC que indicava que Emwazi tem a nacionalidade britânica e era conhecido dos serviços de segurança do Reino Unido desde 2009.

Apelidado pelos meios de comunicação social britânicos como o «jihadista John», foi o homem que assassinou, entre outros reféns, o jornalista norte-anericano James Foley, em 2014.

O facto de se tratar de um suspeito há muito identificado pela polícia e pelos serviços de informações do Reino Unido (MI6) está a provocar polémica, com a imprensa a acusar o governo de David Cameron de falta de eficácia na luta contra o terrorismo.

Entretanto, o primeiro-ministro defendeu os serviços secretos afirmando que vai fazer todos os possíveis para ajudar as autoridades a neutralizar o Estado Islâmico.