Cerca de 30 pessoas foram detidas em Hong Kong na segunda noite consecutiva em que manifestantes pró-democracia se concentraram na zona de Mong Kok, entoando cânticos a pedir o sufrágio universal.

Cerca de uma centena de pessoas, algumas com guarda-chuvas amarelos, reuniram-se na Tung Choi Street,de acordo com a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

A polícia reforçou o número de agentes na zona e formou cordões para tentar afastar as pessoas das estradas.

Agentes cercaram dezenas de pessoas e pediram-lhes a identificação antes de as deixarem ir embora. Algumas das pessoas a quem foi pedida a identificação eram transeuntes.

Mais tarde a polícia efetuou 30 detenções depois de populares terem entrado num edifício na zona, alegando que queriam usar a casa-de-banho.

Na noite de quarta-feira, a polícia deteve 12 pessoas e recorreu ao uso de gás pimenta e bastões para dispersar as pessoas concentradas em Sai Yeung Choi Street South e Nathan Road, no mesmo bairro de Mong Kok, na Península de Kowloon.

Manifestantes pró-democracia ocuparam algumas das principais artérias de Hong Kong, numa ação iniciada a 28 de setembro, para pedir eleições livres em 2017, e reagir contra a decisão de Pequim de que os candidatos a chefe do Executivo devem ser previamente selecionados por um comité eleitoral.

Mong Kok foi palco de alguns dos confrontos mais violentos durante os mais de dois meses de protestos de rua.

A zona comercial de Causeway Bay, na Ilha de Hong Kong, foi o último dos locais de protestos a ser desmantelado pelas autoridades, no dia 15 de dezembro.