Um informático do gabinete da sociedade de advogados panamiana Mossack Fonseca, no centro do escândalo dos “Papéis do Panamá”, foi libertado na sexta-feira, mas com a proibição de sair da Suíça, anunciou o seu advogado.

O homem, cuja identidade não foi anunciada, é suspeito de ter retirado informação e de acesso indevido a um sistema informático.

O meu cliente, que tinha sido detido no início do mês, foi colocado em liberdade hoje e comprometeu-se a não sair do território suíço até ao final do inquérito”, declarou à AFP o seu advogado, Thomas Barth, que acrescentou que as análises e investigações poderiam durar “vários meses”.

Os Papéis do Panamá referem-se a mais de 11,5 milhões de ficheiros, retirados dos registos da Mossack Fonseca - a quarta maior empresa de advocacia do mundo na área de paraísos ficais.

Em causa estão denúncias feitas por um consórcio de jornalistas - que inclui o semanário Expresso e a TVI - de branqueamento de capitais, elisão e evasão fiscal.