Duas pessoas morreram e uma ficou ferida com gravidade após um ataque com faca no subúrbio de Trappes, em Paris, avançou a polícia francesa. O ataque já foi reivindicado pelo Estado Islâmico através da agência Amaq.

O atacante foi "morto" pela polícia. As três vítimas são mulheres e, de acordo com a imprensa francesa, pelo menos uma das mulheres partilhava casa com o agressor. As vítimas mortais são a mãe e a irmã. E a terceira pessoa, ferida, não pertencia à sua família, segundo já veio dizer o ministro do Interior francês, Gérard Collomb

Segundo a AFP, o homem entrou numa loja enquanto gritava "Allah Akbar, se entrarem mato-vos a todos". Às 10:20, as forças policiais de elite foram obrigadas a atuar para neutralizar o suspeito a tiro. O homem viria a morrer dado os ferimentos. 

De acordo com o comunicado na Amaq, o Estado Islâmico diz que o atacante era um "guerreiro" do grupo terrorista.

O suspeito era conhecido da polícia desde 2016 por desculpas diretas e públicas por um ato de terrorismo e era descrito pela polícia como um sujeito "frágil".

Autor de ataque com faca em França tinha sérios problemas psicológicos

O ministro acrescentou que o homem tinha sérios problemas psiquiátricos.

Gérard Collomb declarou ainda que a polícia francesa está a dar prioridade à hipótese de um conflito familiar.

Collomb explicou que o criminoso "tinha problemas psiquiátricos significativos" e que, embora tivesse um registo por apologia ao terrorismo, responde mais a um perfil de um desequilibrado do que alguém "que responda a ‘slogans’ de organizações terroristas".

O atacante, identificado como Kamel S., nasceu na cidade de Trappes em 1982 e, de acordo com o canal "BFM TV", era depressivo e alcoólico e tinha apresentado uma queixa contra a sua família por problemas relacionados com uma herança, que foi posteriormente arquivada.

O ministro do Interior francês explicou que a polícia está a analisar o telefone do agressor e outros pertences para obter mais informações sobre as motivações do ataque e tentar esclarecer o conflito dentro da família.

O gabinete do procurador em Versalhes, nos arredores de Paris, está a comandar as investigações.