O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ter ficado “chocado e preocupado” com as explosões ocorridas em Bruxelas.

Estou chocado e preocupado com os acontecimentos em Bruxelas. Faremos tudo o que pudermos para ajudar”, escreveu Cameron na sua conta na rede social Twitter.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou como "selvagens" as explosões que mataram pelo menos 21 pessoas em Bruxelas e pediu ao reforço da cooperação internacional para fazer frente ao terrorismo internacional.

O presidente condenou estes crimes salvagens, expressou as suas condolências ao povo belga, ao rei dos belgas Filipe, e mostrou a sua mais absoluta solidariedade com os belgas nestas horas difíceis", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Num comunicado difundido pelo Kremlin, Putin afirmou que os atentados "não têm qualquer justificação e demonstram pela enésima vez que o terrorismo não conhece fronteiras e ameaça os povos de todo o mundo".

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou que esta quinta-feira é "um dia muito triste para a Europa".

É um dia muito triste para a Europa, no momento em que a Europa e a sua capital sofrem a mesma dor que esta região (do Médio Oriente) conheceu e conhece todos os dias", disse Mogherini, com lágrimas nos olhos, numa conferência de imprensa esta quinta-feira em Amã.

As explosões em Bruxelas são "um ataque contra a Europa democrática", afirmou o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven.

É um ataque contra a Europa democrática. Nunca aceitaremos que terroristas ataquem as nossas sociedades abertas", disse o chefe do Governo sueco numa mensagem enviada à agência TT.

Também o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, considerou que as explosões em Bruxelas são um "ataque abjeto", numa mensagem no Twitter.

Angela Merkel prometeu trabalhar em conjunto com as autoridades belgas para encontrar e punir os autores dos ataques, que já foram reivindicados pelo Estado Islâmico. Chanceler alemã afirmou que vai reunir o Governo para analisar as implicações dos atentados.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que os atentados em Bruxelas, “afetam mas não assustam” a Europa, apelando à “união face ao terror”.

Estes acontecimentos tocam-nos mas não nos assustam. Continuamos o nosso trabalho conjunto para lidar com a ameaça terrorista e para dar respostas europeias a questões que dizem respeito a todos”, salientou Juncker, em comunicado.

Estes ataques afetam Bruxelas hoje. A Europa como um todo está envolvida. A União Europeia e as instituições devem e permanecerão unidas em face do terror”, disse ainda.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon considerou hoje que os ataques terroristas a Bruxelas "desprezíveis" e defendeu que os responsáveis devem ser "rapidamente levados à justiça".

Os ataques desprezíveis acertaram no coração da Bélgica e no centro da União Europeia", lê-se numa nota emitida pelo gabinete do líder das Nações Unidas.

O secretário-geral espera que aqueles que foram responsáveis sejam rapidamente levados à justiça", acrescenta a nota.

Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de uma centena terão ficado feridas esta terça-feira em três explosões em Bruxelas, de acordo as autoridades belgas. Duas delas ocorreram pelas 08:00 locais (07:00 em Lisboa), no aeroporto internacional de Zaventem.