A Turquia anunciou este sábado um conjunto de novas medidas que inclui a presença de mais forças de segurança nas ruas, no seguimento do ataque que provocou 28 mortos e 61 feridos no centro da capital, Ancara, na quarta-feira. A decisão foi divulgada pelo primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, depois de uma reunião de cinco horas com os responsáveis de vários departamentos governamentais.

"Vamos fazer mudanças na área da segurança", disse Davutoglu.

O primeiro-ministro acrescentou que o "plano de ação" ainda está a ser preparado.

Na quarta-feira, 28 pessoas morreram e 61 ficaram feridas em Ancara na sequência de um atentado com um carro armadilhado contra uma coluna militar. 

A polícia da Turquia identificou um sírio, apresentado como próximo das milícias curdas e recém-chegado ao país como refugiado, como o autor do atentado.

Um dia depois, seis soldados morreram após um novo ataque, desta vez no sudeste da Turquia, de maioria curda, que foi atribuído pelas autoridades aos rebeldes do Partidos dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). 

Numa resposta aos ataques, a Turquia bombardeou zonas controladas pelos curdos no norte da província de Alepo, na Síria, segundo informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Barack Obama telefonou na quinta-feira ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, para que o Governo de Ancara e as forças curdas “mostrassem uma contenção recíproca” no norte da Síria.