O número de mortes causadas pela gripe suína na Índia subiu para 703 desde o início do ano, havendo 11.071 casos de contágio, informou esta sexta-feira fonte oficial à agência Efe.

O diretor-geral dos Serviços de Saúde da Índia, Jagdish Prasad, confirmou a invulgarmente elevada incidência do vírus H1N1 no país asiático, cujo número representa já o triplo dos casos de mortalidade do ano passado, com o registo de 216 mortes.

Jagdish Prasad indicou que o Governo está a trabalhar para tentar controlar o surto com apoio logístico aos hospitais, fornecimento de Tamiflu, máscaras e equipamentos de diagnóstico e informação ao público para evitar a propagação do contágio.

O Governo também destacou equipas de especialistas para os estados mais afetados – Maharashtra (oeste), Madhya Pradesh (centro), Gujarat (oeste), Rajasthan (noroeste) e Telangana (sul) – para estudarem o “padrão” das mortes.

O ministro da Saúde, J. P. Nadda, disse esta quinta-feira às televisões indianas que “não há motivos para o pânico”, mas que é preciso estar «alerta», assegurando que está a ser realizado um acompanhamento diário.

O governo regional de Nova Deli, onde seis pessoas morreram devido ao H1N1 em 2014, limitou o preço dos testes da gripe suína a 4.500 rupias (63 euros), depois de vários pacientes terem denunciado que as clínicas privadas cobravam preços exorbitantes, de acordo com o jornal diário Indian Express.

Na Índia, a gripe suína matou 891 pessoas em 2009, 1.763 em 2010, 75 em 2011, 405 em 2012 e 692 em 2013.