Um ataque a uma universidade, no noroeste do Paquistão, fez. esta quarta-feira, 21 mortos e três dezenas de feridos, de acordo com a AFP. 

A meio da tarde de quarta-feira, homens armados invadiram  o complexo universitário de Bacha Khan, em Charsadda, atirando sobre alunos e professores. Os atacantes aproveitaram o nevoeiro que se fazia sentir na região para escalar os muros do campus universitário. De seguida, infiltraram-se nos edifícios do estabelecimento de ensino. O ataque deu-se quando estava prestes a começar um recital de homenagem ao ativista morto que dá nome à universidade, Abdul Ghaffar Khan, segundo o Tribune Express, parceiro do New York Times.

Um porta-voz do exército adiantou que quatro atacantes foram mortos.

 
 
O ataque foi reivindicado pelo grupo talibã, TTP - Tehrik-i-Taliban, e condenado pelo presidente paquistanês.

    
Também da vizinha e rival Índia veio a condenação do ataque e a solidariedade para com as famílias dos paquistaneses mortos. 

 
Duzentos estudantes foram retirados sãos e salvos do interior da universidade, segundo o governo paquistanês. Todas as escolas da região foram encerradas e assim vão ficar durante dez dias, decretou o governo, perante a ameaça deixada pelo grupo talibã de novos ataques.  

O exército tomou o controlo da situação após algumas horas de tiroteio intenso e continua nas ruas para garantir a segurança. 

 

Depois do exército ter tomado o edifício, foram encontrados dois coletes de explosivos. Ao que tudo indica, dois dos atacantes tinham como objetivo fazer-se explodir, mas não conseguiram. 

Hamid Hussain foi declarado, segundo os alunos, um "professor herói", já que ele puxou da sua arma e disparou na direção dos agressores. Não sobreviveu a uma bala. É a única vítima cuja identidade foi revelada. 

Presente na memória está ainda o massacre numa escola paquistanesa, em dezembro de 2014, que vitimou mais de 150 pessoas, na maioria, crianças. "O que mudou?", a resposta segue nas redes sociais.