A operação de retirada de milhares de civis e combatentes pró-regime das cidades sírias de Foua e Kefraya, duas localidades cercadas por forças rebeldes e jihadistas, foi concluída, anunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

As duas cidades da província de Idleb estão agora vazias “depois da retirada de 6.900 pessoas, entre civis e combatentes pró-regime” disse o diretor da organização não-governamental sediada no Reino-Unido, Rami Abdel Rahman.

A transferência dos habitantes de Foua e Kefraya resultou de um acordo entre a Rússia, aliada do regime sírio, e a Turquia, que apoia os rebeldes sunitas.

Em contrapartida, 1.500 prisioneiros serão libertados das prisões do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Foua e Kefraya, de maioria xiita, encontravam-se cercadas por rebeldes e combatentes do grupo 'jihadista' Hayat Tahrir al-Sham, antigo ramo da Al-Qaeda na Síria, que controlam uma grande parte da província de Idleb.

Segundo a organização não-governamental sediada no Reino-Unido, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a totalidade dos habitantes das duas localidades na província de Idleb deve ser transferidas para territórios sob controlo governamental na vizinha província de Alepo.

Desencadeada em 2011, a guerra na Síria agudizou-se ao longo dos anos com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos 'jihadistas', num território cada vez mais fragmentado, e já causou mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.