A presidente da Câmara de Paris exortou as autoridades francesas a autorizarem a restrição de um em cada dois automóveis que entram na capital e tornar o transporte público gratuito na sexta-feira para reduzir a poluição.

Anne Hidalgo pediu ao governo parisiense para a deixar adotar medidas restritivas no tráfego rodoviário na sexta-feira em Paris e nas regiões suburbanas devido à elevada poluição ambiental.

Na quarta-feira, a concentração de partículas potencialmente perigosas no ar passou ultrapassou o máximo recomendado, pressionando as autoridades a adotarem a medida restritiva.

Uma medida similar foi adotada no dia 17 de março do ano passado por Paris, quando a França registou elevados níveis de poluição atmosférica.

As autoridades parisienses consideram que a limitação da circulação de automóveis e o uso gratuito dos transportes públicos por um dia poderá encorajar os automobilistas a não usarem os seus veículos e reduzir a forte poluição que a capital francesa tem enfrentado.

Na França, o limite de alerta é desencadeado quando há mais de 80 microgramas de partículas de 10 microns (PM10, unidade que corresponde à milésima parte do milímetro) por metro cúbico, que determina os níveis de poluição.

A média anual de Paris é de 38 mcg/m3.

As partículas com menos de 2,5 microns de diâmetro são também as mais perigosas para a saúde, porque podem penetrar profundamente nos pulmões e no sistema sanguíneo, podendo causar asma, alergias e problemas respiratórios.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera 20 mcg/m3 como limite seguro, mas há poucas grandes cidades com uma média anual dentro dos limites preconizados pela agência da ONU, que descreve a poluição com um dos principais problemas para a saúde.