As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiada pelos Estados Unidos, confirmaram esta terça-feira que a cidade de Raqa (noreste) está completamente livre de bolsas de resistência do grupo terrorista Estado Islâmico.

Anteriormente, o porta-voz das FSD, Talal Salu, tinha revelado à agência espanhola EFE que a aliança já controlava a antiga "capital do califado", mas que não tinha ainda proclamado a derrota do Estado Islâmico naquele reduto para dar tempo a finalizar as "ações de limpeza". Ou seja, para que as forças acabassem de eliminar as células adormecidas do EI escondidas entre a população.

As FSD iniciaram a 6 de junho o assalto à cidade de Raqa, reduto do EI desde que se auto-proclamou em 2014. A aliança contou com a ajuda da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, bem como de forças especiais norte-americanas no terreno.

Nas últimas horas, as FSD tomaram os últimos redutos dos radicais no centro da cidade, o Hospital Nacional e o estádio municipal.

No passado fim de semana foram retirados os mais de 3.000 civis que ainda se encontrava, na cidade, bem como 275 elementos sírios do EI e as suas famílias. Esta retirada de civis e jihadistas decorreu ao abrigo de um acordo entre o Conselho Civil de Raqa, criado pelas FSD, e os combatentes extremistas.

Durante os mais de quatro meses de ofensiva, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, morreram pelo menos 3.273 pessoas: 1.287 civis, 1.353 militantes do EI e 633 membros das FSD.