Pelo menos nove pessoas morreram e outras nove ficaram feridas, esta quinta-feira quando um bombista suicida se fez explodir no exterior de um prédio, em Cabul, onde decorria uma reunião política.

O atacante ainda tentou entrar no prédio, mas foi impedido por um controlo de segurança, disse à agência de notícias francesa AFP o porta-voz da polícia da capital do Afeganistão, Abul Basir Mujahid.

Alguns dos nossos polícias estão entre as vítimas”, referiu ainda o porta-voz da polícia.

Pelo menos nove pessoas, sete polícias e dois civis, foram mortos, de acordo com o porta-voz do Ministério do Interior afegão, Najib Danish.

O bombista suicida acionou a carga explosiva assim que foi abordado pela polícia na entrada", referiu Danish.

O ataque não foi ainda reivindicado.

Apoiantes do governador da província de Balkh (norte), Atta Mohammad Noor, estavam reunidos numa sala no momento da explosão. O governador não estava presente nesta reunião, referiu um dos seus assistentes à AFP.

Nós estávamos a deixar a sala, depois do almoço, quando ocorreu uma enorme explosão, partindo vidros e criando o caos e o pânico", declarou à AFP um dos participantes, Harin Mutaref.

"Eu vi muitos corpos, incluindo de polícias e civis, num banho de sangue", acrescentou Mutaref.

Todas as janelas do prédio ficaram partidas pela explosão e um carro estacionado nas proximidades também ficou em chamas, de acordo com um fotógrafo da AFP. A zona foi rapidamente isolada por agentes de segurança.

Noor é um alto membro do partido Jamiat-e-Islami e um opositor do Presidente afegão, Ashraf Ghani, e do seu Governo.

Já insinuou, algumas vezes, que poderá concorrer à Presidência afegã em 2019.

Recentemente, Noor pediu o regresso ao Afeganistão do vice-Presidente afegão Abdul Rashid Dostum, que fugiu para a Turquia em maio, depois de ser acusado de violação e tortura em 2016 contra um rival.