Quatro pessoas morreram, esta madrugada, em Áden, no sul do Iémen, onde paramilitares atacaram uma força policial suspeita de ter ligações com milícias xiitas hutis.

Dois membros das forças especiais da polícia e dois homens dos Comités de defesa popular, os paramilitares, foram mortos nos confrontos que estalaram por volta da meia-noite e continuaram até ao amanhecer, segundo um balanço do hospital público Al-Joumouriah.

Os paramilitares acusaram as forças especiais da polícia, responsável pela vigilância de edifícios públicos, de estarem ligadas aos hutis, os quais tomaram o poder na capital, Sanaa.

«Eles facilitaram a entrada de combatentes hutis», afirmou Hussein al-Wahichi, um dos responsáveis pelos Comités de defesa popular, fiéis ao Presidente demissionário Abd Rabbo Mansour Hadi, em declarações à agência AFP.

As autoridades de Áden e das províncias próximas de Lahj e de Mahra reiteraram, no domingo, que rejeitam o golpe de Estado dos hutis em Sanaa e pediram que sejam restituídas as funções do Presidente Hadi.

Os hutis, que ocuparam o palácio presidencial a 20 de janeiro, dizem ter realizado o golpe em “nome do povo”. Este mês, anunciaram a dissolução do parlamento iemenita e a criação de um Conselho Presidencial, consolidando o seu controlo sobre o Iémen.