#MyBodyMyTerms (o meu corpo, as minhas regras) é uma campanha que encoraja as pessoas a pensar sobre o que é a violência sexual e como esta acontece. Criada pela empresa Villainesse, a campanha juntou vários famosos e anónimos da Nova Zelândia para alertar para os vários crimes sexuais que são cometidos e que muitas vezes passam despercebidos.

“Com a prevalência da violência sexual em todo o mundo, especialmente nos campus [universitários], o crescente número de casos de pornografia por vingança e a presença contínua de mitos que incentivam à acusação da vítima, torna claro que estas questões têm de ser faladas”, afirmou a criadora da campanha, a cantora Lizzie Marvelly ao Huffington Post.

A campanha chama a atenção para as situações que não podem ser consideradas normais, como a divulgação de vídeos sexuais sem o consentimento dos envolvidos, o envio de fotos da ex-namorada nua, ou obrigar alguém a ter relações sexuais só porque bebeu bebidas alcoólicas naquela noite. 

Estas situações acabam por gerar vergonha não para quem torna público estes atos e a vítima acaba ainda de sofrer o “castigo sexual” depois de ser alvo de violência sexual ou de uma vingança. São situações subtis de violência sexual onde os limites de consentimento são esquecidos e quem acaba por ser considerada culpada é a vítima. 



A cantora Chrissie Hynde, que participa na campanha, revelou, há poucas semanas, que foi vítima de violação durante a adolescência e que se auto culpou pelo crime por ter bebido álcool.

“Em vez de dizer às vítimas como podem evitar ser violadas, temos de falar abertamente sobre o consentimento”.


Os participantes da campanha contam várias experiências pessoais no vídeo divulgado pela empresa, numa tentativa de alertar o mundo que é preciso acabar com o medo e vergonha que rodeia as vítimas destes casos.

A atriz Teuila Blakely recordou o momento em que, no ano passado, viu um vídeo em que mantinha relações sexuais com o jogador de rugby, Konrad Hurrel, ser divulgado online. 

Depois das imagens serem divulgadas, Blakely, que também participa no vídeo acabou por ter de reconhecer que era a protagonista e de ter de pedir desculpas pelos danos causados às famílias, mesmo sendo a vítima do ataque.

“As pessoas continuam a pensar que a sexualidade feminina é uma coisa com que se deve gozar e eu penso que isso é ridículo”.


A campanha tem sido divulgada, principalmente, através das redes sociais e são já centenas as pessoas que se juntaram ao movimento #Mybodymyterms no Instagram, Facebook e Twitter.