A polícia de Londres está a investigar o incidente, desta terça-feira de manhã, junto ao Parlamento inglês, como um "ato terrorista".

Em comunicado, a polícia explica que um Ford Fiesta prateado atropelou vários peões e ciclistas esta manhã antes de embater contra as barreiras de segurança no exterior do Parlamento britânico, causando pelo menos dois feridos ligeiros. O condutor, um homem na casa dos 20 anos, foi detido pelas autoridades por suspeita de terrorismo. A polícia indica também que não descobriu armas no veículo, onde só seguia o suspeito.

A polícia britânica escreveu primeiro no Twitter que, apesar de dizer manter "a mente aberta", a investigação estava a ser liderada pela unidade de contraterrorismo.

As autoridades londrinas escreveram ainda no Twitter que o incidente ocorreu às 07:37 e que "o condutor foi detido por agentes no local". Dezenas de polícias armados rodearam o local e um homem, com um casaco preto, foi visto sair do veículo.

A estação de metro de Westminster foi encerrada e algumas pessoas que circulavam naquela zona a pé ficaram feridas, referiu ainda a polícia. A polícia metropolitana londrina informou, depois, que nenhum dos feridos no acidente corre risco de vida.

 

Os serviços de emergência de Londres divulgaram a informação que trataram duas pessoas no local com ferimentos ligeiros, que depois foram transportadas para o hospital.

Também no Twitter, o correspondente da Euronews Vincent McAviney publicou um vídeo do momento da detenção.

A polícia afastou os transeuntes do local e estabeleceu um perímetro de segurança, fechando ruas na zona.

Algumas testemunhas disseram que a polícia inicialmente investigou o local com alguma precaução devido à possibilidade de carro ter uma bomba, algo que não se confirmou.

Uma testemunha ouvida pela BBC, Ewalina Ochad afirmou que "pareceu intencional". "O carro dirigiu-se a toda a velocidade contra as barreiras", acrescentou. "Estava a caminhar pelo outro lado da rua quando ouvi um barulho e as pessoas a gritar", disse a mulher.

O Parlamento encontra-se encerrado e as portas foram fechadas depois do incidente, cujos motivos ainda não são conhecidos.

Por questões de segurança, barreiras de metal e betão rodeiam o Parlamento britânico. As medidas de segurança em torno do local foram reforçadas depois do ataque na Ponte de Westminster, em março de 2017, quando Khalid Masood matou quatro pessoas ao lançar um veículo contra os peões no local, antes de ter esfaqueado um polícia no perímetro do Parlamento e, de seguida, ser abatido pelas autoridades.

Três meses depois, a 3 de junho de 2017, uma carrinha atropelou de propósito várias pessoas na London Bridge. Os três ocupantes atacaram depois as pessoas numa zona de restaurante e pubs, antes de serem mortos pela polícia. O ataque, perpetrado por islamitas inspirados pelo Estado Islâmico, fez oito vítimas mortais. Houve ainda 48 feridos.

À tarde, o Governo português afirmou, através da Secretaria de Estado das Comunidades, não haver conhecimento de portugueses entre as vítimas.