O homem que matou um polícia e a sua mulher na noite de segunda-feira em França tinha sido condenado por ligações terroristas, segundo fontes citadas pela AFP.

A agência ligada à organização terrorista Estado Islâmico disse esta segunda-feira que um dos seus "combatentes" esfaqueou um polícia francês até à morte num subúrbio de Paris, antes de ter sido morto numa operação policial.

Um combatente do Estado Islâmico matou um vice-comandante da polícia da cidade de Les Mureaux, assim como a sua mulher com armas brancas perto de Paris”, escreveu a agência Amaq, citada pelo SITE, um grupo norte-americano, com sede em Washington, nos Estados Unidos.

O homem que esfaqueou um polícia até à morte e fez reféns a mulher e o filho da vítima na residência da família foi abatido numa operação da polícia de elite em Magnanville, um subúrbio do noroeste de Paris.

O alegado autor do duplo homicídio, identificado como Larossi Abballa, tinha 25 anos e foi condenado em 2013 por participar numa fileira ‘jihadista’, entre a França e o Paquistão, segundo a AFP, que cita várias fontes não identificadas.

Julgado com outros sete réus, foi condenado a três anos de prisão, com seis meses de pena suspensa, por "associação criminosa com vista à preparação de atos terroristas", segundo uma fonte próxima do processo.

Governo francês considera "ato terrorista abjeto" homicídio de polícia e mulher

O ministro do Interior francês classificou esta terça-feira o duplo homicídio de um polícia e da sua mulher nos arredores de Paris como um “ato terrorista abjeto”.

Um ato terrorista abjeto foi cometido ontem [segunda-feira] em Magnanville por um indivíduo que atacou um polícia e a sua mulher, que também era uma funcionária da esquadra da polícia”, disse Bernard Cazeneuve aos jornalistas depois de uma reunião de emergência do Governo francês.

O alegado autor do duplo homicídio, identificado como Larossi Abballa, tinha 25 anos e foi condenado em 2013 por participar numa fileira ‘jihadista’, entre a França e o Paquistão, segundo a agência de notícias AFP, que cita várias fontes não identificadas.