A Playboy vai deixar de publicar nus integrais. A decisão foi tomada após a reunião de Cory Jones, editor de conteúdos da publicação, com o fundador Hugh Hefner na Mansão da Playboy e já teve o “ok” do presidente-executivo da empresa dona da Playboy, Scott Flanders.

Segundo o The New York Times, a culpa da mudança é das novas tecnologias que facilitaram o acesso a conteúdos sexuais online e fez com que a revista começasse a perder seguidores. O presidente da publicação revelou, no entanto, que está “desapontado” com a decisão, mas que “esta é a coisa certa a fazer”.
 

"Hoje em dia, está-se apenas à distância de um clique para encontrar qualquer tipo de ato sexual imaginável. Portanto, esta questão, agora, é um pouco 'démode'".


A publicação decidiu agora reinventar-se e tentar chegar a uma geração mais jovem. A partir de março, a Playboy passará a ter apenas imagens “provocadoras”, artigos literários e de ficção, mas deixará de contar com produções de nus integrais.

Segundo a Alliance for Audited Media, atualmente a circulação da publicação caiu de 5,6 milhões em 1975 para 800 mil exemplares, numa perda de 2,6 milhões de euros anuais.

Lançada em 1953 com a atriz Marilyn Monroe na capa, a publicação tem edições um pouco por todo mundo, incluindo em Portugal.