Os corpos de quatro judeus franceses assassinados na sexta-feira num ataque a um supermercado kosher (judaico) em Paris chegaram esta madrugada a Israel onde serão enterrados.

Os restos mortais dos quatro homens, acompanhados de familiares, chegaram às 04:30 (02:30 em Lisboa) ao aeroporto de Tel-Aviv a bordo de um avião da El-Al.

As vítimas vão a enterrar no maior cemitério de Jerusalém, o Har Hamenouhot (Monte do repouso), no bairro de Givat Shaoul, onde também foram enterrados em 2012 três crianças e um professor judeus mortos numa escola judaica de Toulouse, em França, por outro ‘jihadista’, Mohamed Merah.

Yohav Hattab, Yohan Cohen, Philip Braham e François-Michel Saada estão entre os 20 mortos dos ataques ocorridos da semana passada, que colocaram França em estado de choque antes de suscitar uma mobilização sem precedentes contra o terrorismo.

Desde quarta-feira passada, registaram-se três incidentes violentos na capital francesa, incluindo um sequestro, que, no total, fizeram 20 mortos, incluindo três dos autores dos atentados, e começaram com o ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo.

Depois de dois dias em fuga, os dois suspeitos do ataque, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, foram mortos na sexta-feira, na sequência do ataque de forças de elite francesas a uma gráfica, em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde se tinham barricado.

Na quinta-feira, foi morta uma agente da polícia municipal, no sul de Paris, tendo a polícia estabelecido «uma ligação» entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o presumível assassino.

Na sexta-feira, ao fim da manhã, cinco pessoas foram mortas num supermercado kosher (judaico), no leste de Paris, numa tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi morto durante a operação policial.