Subiu para 50 o número de mortos e 53 o total de feridos esta madrugada no massacre num bar gay em Orlando, na Florida, Estados Unidos. A polícia classifica o tiroteio, que é já o pior na história do país, como um "ato de terrorismo doméstico" e o FBI já está a investigar.

Inicialmente, as autoridades policiais tinham avançado a existência de 20 mortos e cerca de 40 feridos.

O atirador, que está entre os mortos, já foi identificado: é Omar Matten, de 29 anos, afegão e tinha treinamento de armas. O FBI sugere que o homem possa ter nutrido simpatia pelos ideais do Estado Islâmico.

Os feridos, entre os quais um polícia, foram levados para o hospital.

O presidente da cidade, Buddy Dyer, pediu ao governador do Estado da Florida que instaurasse o estado de emergência, o que permite mobilizar recursos suplementares.

Quando a violência começou, os donos do estabelecimento publicaram uma curta frase no Facebook, solicitando às pessoas que “saíssem” e que “continuassem a correr”.

De acordo com a agência Reuters, vários clientes publicaram nas redes sociais que havia um homem armado no bar e que tinha feito reféns.

Um vídeo publicado no Youtube mostra um grande aparato policial à porta do estabelecimento, com vários veículos de emergência no local.

A polícia de Orlando pediu, através de um tweet, que as pessoas se mantivessem afastadas do local. 

Barack Obama já foi informado da situação e pediu para receber atualizações regulares do FBI e das autoridades federais.

As autoridades estão agora a investigar se o atirador arquitetou o massacre de forma organizada ou se era um "lobo solitário", mas avançam que o massacre não terá qualquer relação com o caso da cantora Christina Grimmie, baleada fatalmente este sábado na mesma cidade.