“As figuras que foram observadas antes do ataque não foram identificadas em nenhum momento como crianças”, refere um relatório militar, que iliba os pilotos, por considerar que a praia era uma zona “exclusivamente utilizada” por combatentes palestinianos.

“Depois das autorizações necessárias, foi decidido lançar um ataque aéreo, uma vez que se tinha descartado a presença de civis na área”, sublinha o documento, apesar do bombardeamento ter sido testemunhado por jornalistas e outras pessoas, que garantiram que na praia só estavam crianças a jogar futebol.

Os militares admitem que se tratou de um “erro trágico”, mas frisam que o raide “foi levado a cabo de acordo com as leis israelitas e internacionais”. 

O conflito em Gaza do ano passado terminou com mais de 2100 palestinianos mortos, maior parte deles civis. Do lado israelita, morreram 67 soldados e seis civis. 

Israel acusa o Hamas da responsabilidade da morte de não combatentes em Gaza, dizendo que a população local foi deliberadamente usada como um escudo humano durante o conflito. 

Além do encerramento deste processo, os militares disseram que irão ser também dadas por terminadas as investigações de ataques que mataram 22 palestinianos, nos dias 21 e 29 de julho. 

Ainda a ser analisado está um ataque em que morreram 9 pessoas num café bombardeado a 9 de julho.