Um bombista suicida fez-se explodir, nesta terça-feira, numa praça do centro de Istambul, na Turquia, provocando várias vítimas. Segundo o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, o bombista pertencia ao Estado Islâmico.

Anteriormente, o vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmus, tinha já adiantado que se tratava de um sírio de 28 anos, que teria chegado recentemente à Turquia proveniente da Síria e que não constava da lista de suspeitos terroristas.

A explosão ocorrida numa zona histórica provocou, pelo menos, dez mortos e 15 feridos, vítimas do rebentamento, de acordo com um comunicado oficial. Dois feridos estão em estado grave. As vítimas mortais são turistas estrangeiros, oito são alemães, confirmaram as autoridades do país.

De acordo com a agência Reuters, Ahmet Davutoglu já falou com a chanceler alemã Angela Merkel para apresentar condolências, 

Entre os feridos há mais turistas alemães e também noruegueses, acrescentou a CNN. O governo norueguês já confirmou à Reuters que há um cidadão nacional a receber tratamento hospitalar.

O ministro peruano dos Negócios Estrangeiros confirmou a morte de um cidadão peruano e ainda um outro entre os feridos. 
 
O rebentamento no bairro de Sultanahmet deu-se perto da Mesquita Azul. Trata-se de uma zona frequentada por muitos turistas. 
 

 
A polícia criou um perímetro de segurança, numa altura em que ainda se desconhecem as causas da explosão. 

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a explosão terá sido provocada por um bombista suicida sírio. Antes, as autoridades já tinham adiantado que esta ocorrência estava a ser tratada como um caso de "origem terrorista", como indicou à AFP um membro governamental sob anonimato. 

Entretanto, o primeiro-ministro convocou uma reunião de emergência com ministro do Interior, em Ancara. 

Por seu turno, o ministério dos Negócios Estrangeiros alemão emitiu um aviso aos nacionais para que evitem locais turísticos de Istambul.