A Comissão Europeia adotou esta sexta-feira uma Agenda de Competências para a Europa com o objetivo de ajudar as pessoas a melhorarem as competências, aumentando a empregabilidade e a competitividade na Europa.

A agenda inclui dez ações a desenvolver nos próximos dois anos, quatro das quais são lançadas hoje, a começar por uma garantia para as competências, para ajudar os adultos a adquirir níveis mínimos de literacia, numeracia e literacia digital e progredir no sentido de obterem uma qualificação de ensino secundário superior.

Também hoje é proposta a revisão do Quadro Europeu de Qualificações para promover uma melhor compreensão das qualificações e uma utilização mais eficaz de todas as competências disponíveis no mercado de trabalho europeu.

Também é lançada a coligação para a criação de competências e emprego na área digital, que reúne os Estados-membros e as partes interessadas nas áreas da educação, do emprego e da indústria, para constituir uma reserva alargada de talentos digitais e assegurar que os indivíduos e a mão-de-obra na Europa dispõem das competências digitais adequadas.

Em quarto lugar, é proposto o plano de ação para a cooperação setorial em matéria de competências, que ambiciona melhorar as informações sobre competências e dar resposta à escassez de competências em determinados setores económicos.

Entre as restantes ações propostas para serem concretizadas até 2017 incluindo-se o investimento no ensino e formação profissionais e uma iniciativa de acompanhamento dos percursos dos licenciados no mercado de trabalho.

Segundo dados de Bruxelas, 70 milhões de europeus têm falta de competências adequadas de leitura e de escrita, e são ainda mais aqueles a quem faltam competências digitais, o que os coloca em maior risco de desemprego, pobreza e exclusão social.