O governo canadiano de Justin Trudeau, que está sob ataque dos defensores dos direitos humanos, justificou hoje a manutenção de um importante contrato de venda de armas para a Arábia Saudita.

Depois da execução, na semana passada, de 47 pessoas, entre as quais o chefe religioso xiita Nimr Baqer al-Nimr, uma das principais figuras da contestação ao regime saudita, o ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano, Stéphane Dion, considerou necessário manter relações com o reino wahabita para fazer avançar os direitos do homem.

Dion entende que está completamente fora de causa questionar o contrato no montante de 13 mil milhões de dólares dos EUA (12 mil milhões de euros). Assinado em 2014 pelo anterior governo, o contrato contempla a venda de veículos blindados ligeiros à Arábia Saudita, que vão ser fabricados pela filial canadiana do grupo General Dynamics, dos EUA.