O magnata norte-americano dos casinos Steve Wynn demitiu-se da presidência da administração da Wynn Resorts, na sequência de acusações de abusos sexuais, anunciou a empresa, indicando que a demissão tem efeitos imediatos.

O diário The Wall Street Journal publicou, a 26 de janeiro, um artigo com testemunhos de várias empregadas do seu grupo empresarial acusando Steve Wynn, de 76 anos, de abuso sexual, tendo um dos casos, relacionado com reconhecimento de paternidade, culminado num acordo extrajudicial no valor de 7,5 milhões de dólares (seis milhões de euros).

O jornal norte-americano afirma ter inquirido dezenas de pessoas que descreveram “um historial de comportamento sexual inapropriado que se estende por várias décadas”, acusação veementemente desmentida pelo próprio e pela sua empresa, que considerou, numa primeira fase, tratar-se de uma campanha de difamação orquestrada pela ex-mulher de Wynn, Elaine, para renegociar os termos do divórcio.

O multimilionário que começou como proprietário de um pequeno grupo de salas de bingo no nordeste dos Estados Unidos e construiu um império do jogo com o seu nome, em que se incluem os casinos Mirage e Bellágio, em Las Vegas, e dois casinos Wynn, em Macau, enfrenta agora investigações das entidades reguladoras do jogo em dois estados norte-americanos, Nevada e Massachusetts, e os reguladores de Macau mostraram-se igualmente interessados em saber mais sobre o caso.

O conselho de administração da Wynn Resorts nomeou Matt Maddox, até agora presidente da companhia, como novo presidente (CEO), com entrada em funções de imediato.